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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Vida Breve

Essa nossa vida é tão curta...
O tempo em que ficamos neste mundo é tão breve ...
Existem tantas coisas boas, úteis, concretas e que, principalmente, estão ao nosso alcance e as deixamos de lado. Não lhes damos a atenção necessária.
Talvez por não acreditarmos que os momentos e os detalhes são únicos.
Ou talvez por esquecermos que as oportunidades podem ser descartadas, mas dificilmente repetidas.
Vivemos nos queixando pelas grandes obras que não podemos realizar e deixamos de lado aquelas pequenas que nos são possíveis.
Vivemos desejando asas, enquanto nossos pés nos convidam à pisar firmes no chão.
Acreditamos que a nossa felicidade está naquilo que desejamos e deixamos de amar o que possuímos.
Nossa vida é breve e temos muita coisa útil à realizar.
De modo algum justifica-se nossa busca por satisfações efêmeras, enquanto nossa realização está justamente naquilo que já é nosso.
Devemos nos lembrar que passaremos por este caminho, este mundo, uma só vez.
Precisamos, portanto, aproveitar esta oportunidade única, breve...

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Advinha Quanto Eu Te Amo

Era hora de ir para a cama, e o Coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas  do Coelho Pai.
Ele queria ter certeza de que o Coelho Pai estava ouvindo.
- Adivinha quanto eu te amo? - disse ele.
- Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar - respondeu o Coelho Pai.
- Tudo isso - disse  o Coelhinho, esticando seus bracinhos o máximo que podia.
 Só que o Coelho Pai tinha os braços mais compridos. E disse:
- E eu te amo tudo isto !
Huuum,  isso é um bocado, pensou o Coelhinho.
- Eu te amo toda a minha altura - disse o Coelhinho.
- E eu te amo toda minha altura - disse o Coelho Pai.
Puxa, isso é bem alto, pensou o Coelhinho. Eu queria ter os braços compridos assim. 
Então o Coelhinho teve uma boa idéia. Ele se virou de ponta cabeça,  apoiando as patinhas na árvore.
- Eu te amo até as pontas dos dedos de meus pés! 
- E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés -  disse o 
Coelho Pai  balançando o filho no ar.
- Eu te amo a altura de meu pulo! - riu o Coelhinho saltando, para lá e para cá.
- E eu te amo a altura do meu pulo - riu também o Coelho Pai e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos das árvores.
- Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio - gritou o Coelhinho.
- Eu te amo até depois do rio até as colinas - disse o Coelho Pai.
É uma bela distância, pensou o Coelhinho. 
Ele estava sonolento demais para continuar pensando.
Então ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite. 
Nada podia ser maior do que o Céu.
- Eu te amo ATÉ A LUA! - disse ele, e fechou os olhos.
- Puxa, isso é longe disse o Coelho Pai. Longe mesmo!
O Coelho Pai deitou o Coelhinho na sua caminha de folhas. E então se inclinou  para lhe dar um beijo de Boa Noite.
Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:
- Eu te amo até a lua...IDA E VOLTA !

 Fábula de Sam Mc Bratney
Colaboração: Carlos E. Della Justina

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Meu Grande Exemplo

Existe um homem que se esmera no comprimento do dever para dar bom exemplo: 
Que fica humilde, quando poderia se exaltar. 
Que chora à distancia, a fim de não ser observado. 
Que com o coração dilacerado se embrutece para se impor como um juiz inflexível. 
Que na ausência usam-no como temor para evitar uma ação menos correta. 
Que quase sempre é chamado de desatualizado. 
Que apenas fisicamente passa o dia distante, na labuta, por um futuro melhor. 
Que ao fim da jornada avidamente regressa ao lar para levar muito carinho e, às vezes, pouco receber. 
Que está sempre pronto a ofertar uma palavra orientadora ou relatar uma atitude benfazeja que possa ser imitada. 
Que muitas vezes passa noites mal dormidas a decifrar os segredos da vida, quando extenuado, ainda consegue energias para distribuir energias. 
Que é tão humano e sensível, por isso, normalmente, sente a ausência do afeto que lhe é dado raramente e de forma pouco comunicativa. 
Que vibra, se emociona e se orgulha pelos feitos daqueles que tanto ama.  Esse homem, geralmente, se agiganta e passa a ser o valor inexorável quando deixa de existir para sempre. 
Nunca perca, pois, a oportunidade de devotar muito carinho e amizade àquele que é seu melhor amigo: SEU PAI...

Quem disse que por de trás daquela barba que nos arranha o rosto não tem um coração moleque querendo brincar?
Quem disse que por detrás daquela voz grossa não tem um menino criativo querendo falar?
Quem foi que falou que aquelas mãos grandes não sabem fazer carinho se o filho chorar?
Quem foi que pensou, que aqueles pés enormes, não deslizam suaves na calada da noite, para o sono do filho velar?
Quem é que achou que no fundo do peito largo e viril não tem um coração de pudim, quando o filho amado, com um sorriso largo se põe a chamar?
Quem foi que determinou que aquele coroa, de cabelos brancos não sabe da vida para querer me ensinar?
Pai, você me escolheu filho, eu te fiz exemplo!
Feliz Dia dos Pais, meu pai.

Autor desconheço
Marco Antonio Struve
Colaboração: Carlos E. Della Justina