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quinta-feira, 31 de julho de 2014

A Bolsa De Batatas

O professor pediu para que os alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula. Ele pediu para que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem dentro da bolsa. Algumas das bolsas ficaram muito pesadas.
A tarefa consistia em, durante uma semana, levar a todos os lados a bolsa com batatas. Naturalmente a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo. O incômodo de carregar a bolsa, a cada momento, mostrava-lhes o tamanho do peso espiritual diário que a mágoa ocasiona, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.
Jogue fora as suas batatas!
Esse é preço que se paga, todos os dias, para manter a dor, a bronca e a negatividade.
Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria. Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a calma.
Carregar um saco de 15 ou 20 quilos de batatas é bem mais difícil do que carregar uma criança que você ame que tenha o mesmo peso, concorda? Então, deixe para trás aquilo que não lhe causa prazer em “carregar” e carregue com mais vitalidade aquilo que vale a pena, aquilo que você ama!
Não dá simplesmente para deletar alguma mágoa ou fato triste do passado. Mas dá para deixar de usar isso como desculpa para não prosseguir sua caminhada. Canso de ver pessoas reclamando: “Se eu não tivesse feito a faculdade errada…”, “se eu tivesse escolhido um marido melhor...”, “se meu pai não tivesse morrido tão cedo…”. Tire o “SE” da frente! Os fatos aconteceram! vire a página e comece uma nova história!
Portanto, nesse fim de semana, pense em suas "batatas". Jogue-as fora uma por uma, perdoando cada uma delas. Você perceberá sua alma mais livre e leve imediatamente.

MARCIO ZEPPELINI
Colaboração: Carlos E. Della Justina

terça-feira, 29 de julho de 2014

O Que Eu Gostaria De Ser

Na sala de aula, a professora pediu aos alunos que fizessem uma redação com o título “O que eu gostaria de ser”. O tema era livre: as crianças poderiam ser um personagem, um objeto, uma pessoa ou um animal...
Já em casa quando corrigia as redações dos seus alunos, deparou-se com uma que a surpreendeu. O marido entrou na sala nesse momento e, vendo-a chorar, perguntou o que havia acontecido. Ela apenas lhe entregou a redação e pediu que lesse.
O marido começou a ler:
"Eu queria ser uma televisão. Quero ocupar o espaço dela, viver como ela vive.
Ter um lugar especial para mim e conseguir reunir a minha família ao meu redor.
Ser levado a sério quando falar, ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções e perguntas.
E se eu estiver calado, quero receber a mesma atenção que a televisão recebe quando não funciona.
Ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo cansado.
Que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar.
Que os meus irmãos briguem para poderem estar comigo!
Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.
Por fim, como a televisão faz, quero poder divertir a todos de minha família.
Se eu fosse uma TV, eu viveria com a mesma intensidade que a televisão da minha casa vive."
Ao terminar de ler, o marido emocionado diz para a esposa:
- Meu Deus, coitado desse menino... que pais que ele tem!
A professora olhou bem nos olhos do marido e disse chorando:
- Essa redação é do nosso filho!...
Nunca é tarde para darmos mais atenção e amor a quem está ao nosso lado.
Como naquela propaganda que dizia “não basta ser pai, tem que participar”, está na hora de realmente assumirmos esse papel e, um pouquinho por dia, dar atenção exclusiva àqueles que são importante a nós, em especial nossos filhos que crescem nos observando e amadurecem fazendo tudo que nós fizemos um dia.
Se você for desapegado e desatencioso com eles, certamente ele será assim com você quando você querer e precisar de atenção. Se for amoroso com ele, receberá o mesmo de volta.
E se sua postura for de dureza, rancor, ódio e frieza... o troco não será diferente!
Pense nisso nessa semana! Aproveite para dar um abraço “coração com coração” com cada um de seus amigos e familiares que ama!

MARCIO ZEPPELINI
Colaboração: Carlos E. Della Justina

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A União Faz a Diferença

Houve uma reunião em uma marcenaria, onde as ferramentas se juntaram para acertar suas diferenças.
O martelo estava exercendo a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia barulho demais e além disso passava o tempo todo golpeando.
O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque o parafuso concordou, mas por sua vez pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito.
Nesse momento entrou o marceneiro, juntou todos e iniciou o seu trabalho.
Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu em um fino móvel.
Quando a marcenaria ficou novamente sem ninguém, a assembleia recomeçou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:
- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas qualidades, ressaltando nossos pontos valiosos.
- Assim, não pensemos em nossos pontos fracos e concentremo-nos em nossos pontos fortes. Então a assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e afinar asperezas e o metro era preciso e exato.
Então se sentiram como uma equipe capaz de produzir belos móveis da mais alta qualidade e uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade de trabalhar juntos...
O mesmo ocorre com os seres humanos. Basta observar. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação fica tensa e negativa. Ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades... Isto é para os sábios!!!

Autor Desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina