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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Como Se Fosse o Último

Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. O último para dizer “obrigada”. 
O último para dizer “me desculpa”. 
O último para dizer “eu te amo”. 
O último para abraçar cada pessoa amada com aquele abraço bom que faz um coração cantar para o outro. 
O último para apreciar a vida com o entusiasmo que não guarda nenhuma delícia nem ternura pra depois. 
O último para fazer as pazes. Para desfazer enganos. Para saborear com calma, como se me servissem um banquete, a preciosidade genuína que cada único respiro humano representa...
Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. Eu não perderia uma chance para me presentear com os agrados que me nutrem. Eu criaria mais oportunidades para dizer o meu amor. Para expressar a minha admiração. 
Para destacar para cada pessoa a beleza singular que ela tem. Para compartilhar. Eu não adiaria delicadezas. Não pouparia compreensão. Não desperdiçaria energia com perigos imaginários e com uma série de bobagens que só me afastam da vida.
Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último, porque pode ser.

(Ana Jácomo)
Colaboração: Carlos E. Della Justina

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Saber Viver

Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido,se não tocarmos o coração das pessoas. 
Muitas vezes basta ser: 
colo que acolhe, 
braço que envolve, 
palavra que conforta, 
silencio que respeita, 
alegria que contagia, 
lágrima que corre, 
olhar que acaricia, 
desejo que sacia, 
amor que promove. 
E isso não é coisa de outro mundo, 
é o que dá sentido à vida. 
É o que faz com que ela não seja nem curta, 
nem longa demais, 
mas que seja intensa, 
verdadeira, pura enquanto durar. 
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

(Cora Coralina)
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sucesso Profissional e Qualidade de Vida

Você é daquelas pessoas que acha que não consegue parar e descansar um pouco sem experimentar uma grande culpa, pensando que deveria trabalhar cada vez mais, pois o tempo não para e os concorrentes também não?
Já experimentou levar trabalho para casa no fim de semana e fazer hora extra enquanto dorme, sem receber um centavo, quando sonha com as atividades profissionais e seus problemas característicos? Ou será que você já teve o “enorme prazer” de ser interrompido em seu almoço ou horário de ficar com a família por telefonemas inesperados que sempre lhe trazem notícias esperadas: volta ao trabalho, imediatamente!
Essas são situações que se vivenciam cada vez mais no cotidiano. É o império do estresse, do trabalhar cada vez mais, com cada vez menos tempo para si ou para cuidar de sua qualidade de vida.
O problema é que, sem perceber, há uma dedicação intensa à luta pela sobrevivência. Parece até uma incoerência, mas muitas pessoas somente descansam, ficam com a família e colocam suas leituras em dia quando ficam doentes e, por tal, impossibilitadas durante algum tempo de trabalhar!
Não é fácil trabalhar em um mundo tão repleto de desemprego e que é preciso dar uma resposta à altura à pressão que sofremos pelo mercado. No entanto, por um descuido, não se pode esquecer que não cuidar de si é um grande risco.(...)
Sua força mental - de onde nascem a criatividade, ousadia, intuição, percepção, dentre outros - sofre interferência direta de seu organismo e este, por sua vez, sofre interferência direta do estado da saúde emocional. É a lembrança do provérbio latino: mente sã, corpo são.
Não espere perder pessoas importantes, sua saúde ou talvez até a própria vida para entender isso.

(Ricardo Mello)
(Revista Ser Mais)
Colaboração: Carlos E. Della Justina