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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Viver Não Dói

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: 
Se iludindo menos e vivendo mais!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade...
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Como Viver Uma Ilusão

Quem nunca viveu uma ilusão? 
Mesmo que durante pouco tempo, não é raro imaginar como seria a sua vida se algo que esperasse muito acontecesse, ou quem sabe sonhar com um relacionamento com alguém há muito tempo desejado. Algo tão comum que chega a não apresentar nada de anormal. 
Pensar como seria o futuro e lutar para que ele realmente seja vivido deveria ser algo muito praticado, até para estimular a nossa mente para ganhar forças e alcançar aquilo que é tão esperado. O que não pode acontecer é deixar a imaginação trabalhar mais do que existe realmente.
Rejeitar o que está de fato sendo vivido, ou quando a ilusão passa a ser percebida como realidade, pode levar alguém para um mundo cheio de perigos, que vai cada vez mais fundo para um verdadeiro abismo.
É preciso ter bastante cuidado para não ultrapassar a linha entre a ilusão e a realidade, enganar os sentidos repetidamente pode o levar a viver numa fantasia permanente.

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

terça-feira, 27 de maio de 2014

Aprendendo a Viver com a Dúvida

A dúvida é uma realidade na vida de muitas pessoas: empreendedores, funcionários, pais de famílias e muito provavelmente, de todas as pessoas que estejam vivas nesse momento.
Muitas vezes nos sentimos como fraudes de nós mesmos, vivendo com o peso da incerteza e com isso temos uma (falsa) crença geral de que a chave para ser bem sucedido na vida exige a superação de todos os vestígios de dúvida.
Mas, essa não é uma crença verdadeira.
Ela é jogada sobre nós por palestrantes motivacionais que giram a roda do empreendedorismo como uma simples questão de sentir-se bem e autoestima, afim de vender seus produtos.
A grande maioria dos empreendedores nunca vai superar a sua dúvida
Na verdade, o dia em que superarmos todas as nossas dúvidas será provavelmente o dia em que iremos nos tornar cegos pelos nossos delírios de natureza e controle.
O que os empreendedores realmente precisam fazer é aprender a conviver com a dúvida. Aprender a viver com a dúvida, ser capaz de aceitar a dúvida é uma coisa muito poderosa pois permite que continuemos a questionar suposições e ainda avançar em face às incertezas.
Um dos efeitos colaterais negativos de esmagar a cultura que cada um tem em si é que, normalmente, isso vem acompanhado de uma forte dose de falsa confiança.
As pessoas que pensam assim vão dizer que você deveria acordar todos os dias como uma espécie de força da natureza pronto para enfrentar o mundo. Só que, muitas vezes, essas são as pessoas mais fracas.
Eles bravejam esse projeto como um disfarce e quando o mundo gira, o que acontece diariamente, eles são geralmente os primeiros a voltarem correndo pra casa, quando a sua falsa auto confiança é atingida por uma realidade de que o que eles fazem pode não dar certo.
Isso causa uma dissonância cognitiva em sua cabeça que só pode ser explicada por inventar falsas desculpas falsas ou abraçando uma auto imagem ilusória de sucesso que não é suportada na sociedade.
Por outro lado, aquelas pessoas que aprendem a conviver com a dúvida estão certas apenas de que o futuro virá. E que esse futuro é maleável.
Ninguém é 100% auto confiante
E é esta a capacidade de lidar com a dúvida que não só permite um empreendedor de experimentar, mas permite também que ele se adapte às novas circunstâncias.
Como empreendedor é bem lógico que a dúvida assole o seu comportamento. Você não sabe para onde está indo ou o que o futuro lhe reserva. Você optou por navegar em águas desconhecidas…
Mas, mesmo com essas incertezas batendo à sua porta você ainda está rumando para a frente, enquanto grande maioria das pessoas que parecem tão seguras de si estão de volta em terra firme.
Muitas pessoas pensam que a dúvida torna as pessoas fracas. Mas é o contrário, é a capacidade de viver com a dúvida que faz as pessoas serem fortes.
Aqueles que precisam da segurança de um futuro previsível, ou não podem deixar a sua auto imagem inflexível de quem são, ou o que supostamente acha que estão presos pela certeza daquilo que buscam.
Estas são as pessoas que você vê subindo escadas corporativas, ou sentadas em conferências procurando garantias e pílulas mágicas nos oradores dos palcos.
Estas são as pessoas que você vê colocando a palavra empreendedor, mas que sempre têm uma desculpa para isso de que não podem parar de trabalhar todos os dias e se arriscarem.
Pior de tudo, estas são as pessoas que enganaram a si mesmas em acreditar que elas têm todas as respostas e as anunciam tão alto que os outros acabam sendo cegados por eles.
Não se engane, a dúvida sempre vai existir. Portanto, aprenda a dribá-la
Considere que o que Bruce Lee disse sobre artistas de segunda mão que cegamente seguem ou aceitam o outro como padrão.
Como resultado, a sua ação e, mais importante do que isso, o seu pensamento, se tornam mecânico.
Suas respostas se tornam automáticas, de acordo com os padrões estabelecidos, tornando as pessoas estreitas e limitadas.
Este é o destino daqueles que exigem a certeza de respostas claras e regras estabelecidas. Este é o destino daqueles que não querem ou não podem viver com a dúvida.

(Enrico Cardoso)
(Jornal do Empreendedor)
Colaboração: Carlos E. Della Justina