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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Barulho de Carroça

Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio
no bosque e eu aceitei com prazer.
Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno
silêncio me perguntou:
- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais
alguma coisa? 
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia ... 
Perguntei ao meu pai:
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho.
Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo,
tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:
Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz...

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sempre Melhor

Em todos os caminhos da vida, encontrarás obstáculos a superar. Se assim não fosse, como provarias a ti mesmo a sinceridade de teus propósitos de renovação? 
Aceita as dificuldades com paciência, procurando guardar contigo as lições de que se façam portadoras. 
Com todos temos algo de bom para aprender e em tudo temos alguma coisa de útil para assimilar. 
Nada acontece por acaso e, embora te pareça o contrário, até mesmo o mal permanece a serviço do bem. 
A resignação tem o poder de anular o impacto do sofrimento. 
Se recebes criticas ou injúrias, não te aflijas pela resposta verbal aos teus adversários. 
Muitas vezes, os que nos acusam desejam apenas distrair-nos a atenção do trabalho a que nos dedicamos, fazendo-nos perder preciosos minutos em contendas estéreis. 
Centraliza-te no dever a cumprir, refletindo que toda semente exige tempo para germinar. 
Toda vitória se fundamenta na perseverança e sem espírito de sacrifício ninguém concretiza os seus ideais. 
Busca na oração coragem para superar os percalços exteriores da marcha e humildade para vencer os entraves do teu mundo interior. 
Aceita os outros como são a fim de que te aceitem como és, porquanto, de todos os patrimônios da vida, nenhum se compara à paz de quem procurar fazer sempre o melhor, embora consciente de que esse melhor ainda deixe muito a desejar.

(André Luiz e Francisco Cândido Xavier)
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Em Um Casamento Duradouro

No casamento, as pequenas coisas são as grandes coisas. 
É jamais ser muito velho para dar-se as mãos, diz ele. 
É lembrar de dizer "te amo", pelo menos uma vez ao dia. 
É nunca ir dormir zangado. É ter valores e objetivos comuns. 
É estar unidos ao enfrentar o mundo. 
É formar um círculo de amor que una toda a família. 
É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer. 
É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo. 
É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito." 
E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. 
Ser natural e saber agir com tato. 
É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante. 
É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas 
e atividades do outro. 
Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido. 
É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos. 
É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia. É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro. 
Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois. 
É ser o apoio diante dos demais. 
É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal. 
É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro. 
Um novo corte de cabelo, uma vestimenta diferente, detalhes pequenos mas importantes. 
É saber dar atenção para a família do outro pois, ao se unir o casal, 
as duas famílias formam uma unidade. 
É cultivar o desejo constante de superação. 
É responder dignamente e de forma justa por todos os atos. 
É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro. 
O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita. 
O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes de um e de outro. 
O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, 
da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida.

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina