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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Tenha a Coragem de Ser Original

- Por que você perde seu bom humor, fazendo essa confusão toda com seu cabelo? 
- perguntou meu pai, quando me encontrou chorando de raiva porque eu era muito menina, e não tinha a habilidade necessária para fazer o penteado em moda nos meus tempos de colégio.
- É a moda! 
- lamentei-me. 
- Só o meu nunca fica como os outros!
Olhando-me, meu pai ordenou: 
- Divida seu cabelo no meio, penteie-o para trás, e amarre-o como uma fita. Agora, use-o assim durante uma semana, e se metade das meninas de sua classe não copiarem você, eu lhe darei dez dólares.
Pensei comigo que ele era incrivelmente ingênuo. Dez dólares, porém eram uma fortuna a que não podia resistir, e o fiz.
Tivesse eu chegado à aula vestida com a camisola de dormir, minha agonia não teria sido maior. Mas quando a semana acabou, quase todas as meninas de minha classe estavam usando o cabelo separado simplesmente pelo meio, atado atrás com uma fita.
Meu pai disse, então: 
- Não seja vulgar! O mundo já tem bastante mediocridade. Nunca tenha medo de uma ideia própria, e, se ela for certa, siga adiante com ela, sem se importar com o que faça todos os demais!
E, embora ele tivesse ganho a aposta, deu-me uma nota de dez dólares.

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Seu Tempo

Um menino, com voz tímida e olhar de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho: 
- Papai! Quanto o Senhor ganha por hora?
O pai, num gesto severo, responde: 
- Escute aqui, meu filho! Isto nem tua mãe sabe. Não amole! Estou cansado.
Mas, o filho insiste: 
- Mas, papai, por favor ... diga quanto o Senhor ganha por hora ...
A reação do pai foi menos severa, e respondeu: 
- R$3,00 por hora.
- Entao, papai, o Senhor pode me emprestar R$1,00? O pai, cheio de ira, e tratando o filho com brutalidade, respondeu: 
- Então, esta era a razão de querer saber quanto eu
ganho? Vá dormir e não me amole mais. Estou cansado!
Já era noite quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado.
Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo.
Querendo descarregar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou: 
- Filho ... está dormindo? 
- Não, papai. Respondeu o sonolento garoto. 
Olha, aqui está o dinheiro que me pediu.
- Muito obrigado, papai! ... disse o filho, levantando-se e retirando R$2,00 de uma caixinha que estava sob a cama: Agora já completei! Tenho R$3,00! Poderia me dar agora
uma hora de seu tempo?
Se você não tem um filho, pense em alguém que você ama..

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A Faxina

Estava precisando fazer uma faxina em mim...
Jogar alguns pensamentos indesejáveis fora 
Lavar alguns tesouros que andavam meio que enferrujados... 
Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais. 
Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões... 
Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei... 
Joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li... 
Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas
E as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas. 
Fiquei sem paciência! 
Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: 
Paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste... 
Mas, lá também havia outras coisas... e belas! 
Um passarinho cantando na minha janela
Aquela lua cor de prata, o pôr-do-sol... 
Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças... 
Sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas. 
Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. 
Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante! 
Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, se as esqueço lá mesmo ou se mando para o lixão. 
Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante: 
O amor, a alegria, os sorrisos, um dedinho de fé para os momentos que mais precisamos... 
Como foi bom relembrar tudo aquilo! 
Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as a mostra, para não perdê-las de vista. 
Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurado bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar e de recomeçar!

Colaboração: Carlos E. Della Justina