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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Ser Gente

Há muito não via uma cena como aquela. Logo pela manhã, chegamos a uma cidadezinha que faz parte da região metropolitana de grande capital brasileira.
Paramos em frente ao local do nosso destino e ficamos aguardando a pessoa com quem havíamos marcado compromisso, numa rua sem asfalto e com pouco movimento de carros.
Era a hora em que as pessoas estavam indo para o trabalho, e foi aí que me dei conta de algo que há muito não via. As pessoas que transitavam, a pé, pela rua, nos dirigiam um fraterno "bom dia". Ao primeiro cumprimento não respondemos, tal a surpresa, pois as grandes cidades nos tiram a sensibilidade de seres humanos.
Geralmente andamos pelas ruas abarrotadas de pessoas, mas umas não olham para as outras, e quando o fazem é para tomar os devidos cuidados com possíveis assaltantes.
E isso não acontece só nas ruas, onde o número de pedestres é grande, não. Quando entramos num elevador ficamos sem jeito, sem palavras, e geralmente olhamos para o teto ou para o chão, com receio de olhar no rosto daquelas pessoas que dividem conosco aquele pequeno espaço.
O que está acontecendo conosco?
Será que estamos perdendo a humanidade para nos tornar autômatos?
Será que estamos perdendo a sensibilidade de olhar, sem medo, nos olhos do nosso semelhante e saudá-lo?
Será que não temos mais a capacidade de desejar um sincero bom dia a alguém?
O que está acontecendo conosco, afinal?
Ás vezes, quando andamos pelas ruas dos grandes centros, notamos que as pessoas circulam apressadas, alheias a tudo, como naqueles filmes de ficção, em que as pessoas foram substituídas por robôs.
Programados para tarefas específicas, esses robôs não têm a sensibilidade dos seres humanos... Não têm coração, têm chips, computadores eficientes, mas não têm calor humano. São frios.
A sensibilidade é atributo dos seres humanos. A fraternidade, a solidariedade, o afeto, a ternura, são inerentes à criatura humana. Quando, naquela manhã, pessoas que nunca havíamos visto antes nos olharam e nos desejaram um sonoro e convicto bom dia, nos sentimos gente.
Ser gente! Eis do que sentimos falta.
Talvez isso pareça medíocre, para alguns, mas é bom se sentir gente.
Receber de um desconhecido um olhar de afeto, um olhar de encorajamento, faz bem para a alma.
É bom saber que as pessoas notam você e que você as nota, não como supostos bandidos, mas como gente, apenas como gente.
Há tanta falta de atenção de uns para com os outros, nesses tempos de correria em busca de dinheiro e coisas, que nos esquecemos de que somos todos passageiros dessa grande embarcação chamada terra.
Esquecemos de que somos concidadãos dessa pátria-mãe chamada Brasil.
Por isso tudo,é bom se sentir gente entre pessoas que, como nós mesmos, lutam, sofrem, trabalham e choram...
Pessoas que amam, que sonham, que buscam um lugar ao sol, e que desejam ser, simplesmente... Gente.
Pense nisso!
Saúde as pessoas que cruzam seu caminho: o vizinho, o jardineiro, o ascensorista, serventes, pessoas no elevador.
E se o seu dia amanheceu nublado, se você não está com vontade de saudar ninguém, olhe para as pessoas com fraternidade.
Faça-as sentirem-se gente. Gente como você.
É uma atitude simples, mas tão poderosa que pode levantar o ânimo de alguém, evitar um suicídio, promover, de fato um bom dia para alguém.

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A Cor da Saudade

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro encantado.
Ele era encantado por duas razões: não vivia em gaiolas, vivia solto e vinha quando queria, quando sentia saudades... 
Sempre que voltava, suas penas tinham cores diferentes, as cores dos lugares por onde tinha voado. 
Certa vez, voltou com penas imaculadamente brancas e contou histórias de montanhas cobertas de neve. 
Outra vez, suas penas estavam vermelhas e contou histórias de desertos incendiados pelo sol. 
Era grande a felicidade quando eles estavam juntos.
Mas, sempre chegava a hora do pássaro partir... 
A menina chorava e implorava: 
- Por favor, não vá. Terei saudades, vou chorar. 
- Eu também terei saudades - dizia o pássaro - mas vou lhe contar um segredo! Eu só sou encantado por causa da saudade. É ela que faz com que minhas penas fiquem bonitas... senão você deixará de me amar. 
E partiu. 
A menina, sozinha, chorava. 
Uma certa noite ela teve uma ideia: e se o pássaro não partir? Seremos felizes para sempre! Para ele ficar, basta que eu o prenda numa gaiola. 
E assim o fez. 
A menina comprou uma gaiola de prata, a mais linda que encontrou. 
Quando o pássaro voltou, eles se abraçaram, ele contou histórias e adormeceu. 
A menina aproveitou o seu sono e o engaiolou. 
Quando o pássaro acordou deu um grito de dor. 
- Ah ! O que você fez? Quebrou o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das histórias. Sem a saudade, o amor irá embora... 
A menina não acreditou... achou que ele se acostumaria. 
Mas, não foi isso o que aconteceu. Caíram as plumas e as penas transformaram-se em um cinzento triste. 
Não era mais aquele o pássaro que ela tanto amava... 
Até que ela não aguentou mais e abriu a porta da gaiola. 
- Pode ir, pássaro - disse - volte quando você quiser... 
- Obrigado - disse o pássaro - irei e voltarei quando ficar encantado de novo. Você sabe, ficarei encantado de novo quando a saudade voltar dentro de mim e dentro de você...

Quantas vezes aprisionamos a quem amamos, pensando que estamos fazendo o melhor?
Pense... deixar livre é uma forma singela de ter... 
Direcione o seu amor não para a prisão e sim para a conquista, sempre.

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A Lista dos R$ 100,00

Alfredo, com o rosto abatido de tristeza, se encontra com sua amiga Marisa para tomar um café. 
Deprimido, descarregou sobre ela suas angústias... Problemas com o trabalho, problemas financeiros, problemas no casamento, problemas vocacionais... Parece que tudo andava mal em sua vida.
Marisa abriu a sua bolsa, tirou uma nota de 100 reais e lhe disse:
- Alfredo, você aceita este dinheiro?
Alfredo, um pouco confuso a princípio, imediatamente responde:
- Claro, Marisa... são 100 reais, quem não aceitaria?
Então Marisa pegou a nota de 100 reais que já estava nas mãos de Alfredo e amassou-a toda, fazendo com ela um montinho de papel. Mostrando-lhe o bolinho de papel amassado, Marisa perguntou-lhe novamente:
- E agora, ainda aceita esta nota?
- Marisa, não sei o que pretende com isto, mas continua sendo uma nota de 100 reais; é claro que a aceito... 
Então Marisa desenrolou a cédula toda amassada, jogou-a no chão, pisou-a, esfregou-a com os pés e pegou-a toda suja e riscada:
- Você ainda aceita esta nota?
- Marisa, continuo sem entender o que você está querendo... Mesmo suja esta nota continua valendo 100 reais...
- Veja, Alfredo, você deve saber que mesmo quando as coisas não saiam como você deseja, mesmo que a vida lhe amasse e pisoteie, você CONTINUA sendo tão valioso como sempre o foi... O que você deve se perguntar é QUANTO você vale de fato, em qualquer circunstância.
Alfredo ficou olhando para Marisa sem nada responder enquanto o impacto da mensagem penetrava profundamente em seu coração. Marisa pôs o bilhete amassado no canto da mesa e com um sorriso cúmplice acrescentou:
- Tome, guarde com você para recordar isto quando se sentir mal... 
Mas me deve uma nota NOVA de 100 reais para poder usar com o próximo amigo que estiver necessitando.
Marisa beijou o rosto de Alfredo que ainda não havia pronunciado nenhuma palavra. Levantou-se e dirigiu-se em direção à porta.
Alfredo voltou a olhar para a nota de 100 reais amassada, sorriu, guardou-a na carteira e com renovada energia chamou o garçom para pedir a conta...
Quantas vezes duvidamos de nosso próprio valor, de que realmente MERECEMOS MAIS e que PODEMOS CONSEGUI-LO. 
É claro que não basta um simples propósito... Precisamos AGIR para alcançar o que queremos. Eu sei que posso conseguir e que existem muitos caminhos para alcançá-lo.

O importante é saber que: 
Nenhum de nós se lembra dos vitoriosos de ontem. Não
há segundos lugares, eles são os melhores em sua especialidade, mas os aplausos passam! Os troféus ficam empoeirados! Os ganhadores são esquecidos!

As pessoas que fazem você se sentir diferente nem sempre são as que têm as melhores credenciais, as que têm mais dinheiro ou os maiores prêmios...
São significativas aquelas pessoas que se preocupam com você, que cuidam de você, as que de muitas maneiras estão ao seu lado.
Pare um pouco para pensar... 

A vida é muito curta!
VOCÊ, em que lista está? Não sabe?... Deixa-me dar-lhe uma mãozinha...
Você não está entre os famosos, mas entre aqueles que recordei para enviar-lhe esta mensagem.
Que tenha um bom dia!

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina