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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A Brasa Solitária

Juan ia sempre aos serviços dominicais de sua congregação. Mas começou a achar que o pastor dizia sempre as mesmas coisas, e parou de frequentar a igreja. 
Dois meses depois, em uma fria noite de inverno, o pastor foi visitá-lo. 
“Deve ter vindo para tentar convencer-me a voltar” pensou Juan consigo mesmo. Imaginou que não podia dizer a verdadeira razão: os sermões repetitivos. Precisava encontrar uma desculpa, e enquanto pensava, colocou duas cadeiras diante da lareira, e começou a falar sobre o tempo. 
O pastor não disse nada. Juan, depois de tentar inutilmente puxar conversa por algum tempo, também calou-se. Os dois ficaram em silêncio, contemplando o fogo por quase meia-hora.

Foi então que o pastor levantou-se, e com a ajuda de um galho que ainda não tinha queimado, afastou uma brasa, colocando-a longe do fogo. 
A brasa, como não tinha suficiente calor para continuar queimando, começou a apagar. Juan, mais que depressa, atirou-a de volta ao centro da lareira. 
- Boa noite – disse o pastor, levantando-se para sair. 
- Boa noite e muito obrigado – respondeu Juan. – A brasa longe do fogo, por mais brilhante que seja, terminará extinguindo rapidamente. 

“O homem longe dos seus semelhantes, por mais inteligente que seja, não conseguirá conservar seu calor e sua chama. Voltarei à igreja no próximo domingo.”

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Onde a Felicidade Mora?

Você sabe onde mora a felicidade?
Sim, se você deseja encontrar a felicidade, primeiro é preciso saber onde ela mora.
Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas a felicidade pode ser encontrada em vários lugares e revestida das mais variadas formas.
No entanto, é preciso procurar com sabedoria, para não seguir falsos guias ou falsas trilhas.
Muitas vezes, o prazer tem acenado para as pessoas que estão em busca da felicidade, mas logo ele se vai, deixando rastros confusos e um forte sabor de amargura.
Outras vezes, a riqueza se diz proprietária da felicidade, mas nem sempre consegue aprisionar essa fugitiva, que logo se vai, deixando uma sensação de vazio naqueles que acreditam em suas falsas promessas.
Não raro, o poder, travestido de orgulho, se coloca como único mensageiro da felicidade, iludindo aqueles que caem em suas malhas cruéis.
Sem escrúpulos, a ambição desmedida tem se apresentado como guia capaz de conduzir os interessados à morada da felicidade, mas, tão logo suas vítimas abrem os olhos, já estão bem distantes do seu objetivo.
Doutras vezes, a juventude, de combinação com a beleza física, arrebata criaturas descuidadas que estão em busca da felicidade, para logo mais abandoná-las, sem rumo e sem esperança, na estrada da desilusão.
Talvez seja por isso que a felicidade é o tesouro mais procurado e mais dificilmente encontrado.
E você sabe por quê? Porque o homem a tem buscado em coisas exteriores, situações passageiras ou em outras pessoas.
Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem a florida juventude, nem mesmo todas essas condições tão desejadas reunidas são condições essenciais à felicidade...
Isso se pode constatar porque incessantemente se ouvem, no seio das classes mais abastadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.
Quem deseja, sinceramente, ser feliz, sabe que a felicidade independe de valores externos, mas é a somatória de vários fatores internos, como o dever cumprido, a consciência tranquila, a serenidade da alma.
Ao contrário do que se pensa, a felicidade não é ausência de sofrimento, de dor, de obstáculos no caminho, mas é o estado da alma que o ser conquista, apesar de todos os desafios naturais da caminhada evolutiva.
Todos os grandes líderes da Humanidade lutaram até atingir sua meta: alcançar a felicidade possível, neste planeta de provas e expiações.
Buda renunciou a todo conforto principesco para conquistar a iluminação.
Maomé sofreu perseguições e permaneceu invencível até alcançar sua meta.
Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos de não-violência e da liberdade para seu povo.
E Jesus preferiu a cruz infamante a mudar Seu comportamento baseado no amor.
Como se pode perceber, a felicidade de cada indivíduo depende da fidelidade que cada um tem para consigo mesmo e para com as metas que estabeleceu para alcançá-la.
Assim sendo, a felicidade encontra morada onde quer que exista alguém disposto a lhe dar guarida.
Pode ser num casebre ou numa mansão, num leito de dor ou num jardim de alegrias, o importante é saber senti-la e saber cultivá-la.
E você? Gostaria de plantar nos jardins secretos da sua alma, as sementes de felicidade?
* * *
Na Terra, a felicidade somente é possível quando alguém se esquece de si mesmo para pensar e fazer tudo que lhe seja possível em favor do seu próximo.

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Uma Linda História de Amor

Conheci um casal de velhinhos! Ele com 90 anos, ela com 88. Ele falou que não houve nenhum dia nos 59 anos de casados que eles tenham ficado longe um do outro. Moraram juntos, só os dois, desde que os filhos quando jovens, casaram e foram morar em São Paulo. Ela faleceu ontem. 
Nos dois dias que ela esteve internada, ele não comeu nem dormiu, só chorou e lamentou saber que era chegada a hora da partida de sua esposa e parceira de uma vida inteira. E pediu para que trouxessem ela pra ficar em casa os últimos dias e morrer ao lado dele. E foi isso que fizeram. 
Ela morreu em casa, ao lado dele, onde esteve durante 59 anos. Ele lembra exatamente como foi o dia em que se casaram, apesar disso ter acontecido há algumas décadas atrás. Cuidou dela até os últimos momentos de vida e cumpriu exatamente o que foi prometido diante de Deus. Na alegria e na tristeza, na saúde e na  doença e até que a morte os separe. E foi assim, resumidamente, a história de amor de dona Luzia e seu Pedro.

Essa Luzia, é minha tia-avó, dona de casa, mãe e avó. E o Pedro, um ex-combatente do Exército durante a Segunda Guerra Mundial. Juntos viveram uma linda história de amor. 
São por histórias como essa, que eu ainda acredito no amor e na sua verdadeira essência. Acredito que ninguém nasceu pra viver sozinho nesse mundo e que não há graça em caminhar nessa vida sem ter uma outra mão pra segurar. 
Alguns podem achar isso careta, mas eu gosto de coisas assim, simples e verdadeiras, intensas e duradouras. 
Que as pessoas não se percam nesse mundo cheio de modernidade e onde falta amor. 
Que os princípios não sejam deixados de lado e os ensinamentos dos nossos pais e avós não sejam esquecidos. 
Que o amor e os sentimentos mais puros não sejam colocados em segundo plano. 
Que as pessoas sejam leais e respeitem umas as outras. 
Que cada um saiba valorizar os que estão ao seu lado. 
Que os sentimentos de amor, respeito e amizade sejam retribuídos na mesma medida. 
Que ninguém seja menos amado. 
Que o amor dado volte com a mesma força. 
Vamos priorizar o que há no coração e deixar de dar valor ao que se tem no bolso. 
Que o amor não entre em extinção. 
Que o amor não desapareça. Que tudo verdadeiro viva, se eternize e vire belas histórias como essa.   

Luanda Medeiros
Colaboração: Carlos E. Della Justina