Paginas

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Quem Sabe Somar Sabe Dividir

Somar é a primeira operação matemática que se aprende, a que temos mais facilidade e que gostamos mais. 
Primeiro agente gosta de somar várias vezes palitos e giz, depois brinquedos e roupas da moda, depois somar dinheiro, depois somar carros e casas, e sempre somar alegria e felicidade. Isto já é multiplicação, que também é fácil de aprender, é só somar várias vezes a mesma coisa. 
A Segunda operação que aprendemos é a subtração.  
Aí começa a ficar estranho.  Principalmente quando tem que pedir emprestado na casa do vizinho, digo, casa decimal ao lado. Ninguém gosta mais de diminuir do que somar. 
Quando chega na divisão é quase um desespero, ainda mais quando sobra um resto.  É que ninguém entende aonde ou pra quem vai ficar o resto.  
Até no cotidiano ninguém gosta de dividir nada.  
A dificuldade no aprendizado não parece à toa, o homem rejeita essa prática. 
Quando o homem aprender a dividir corretamente e saber onde deve ficar o resto, entenderá que é o mesmo que somar para alguns, mantendo a quantidade de outros, sem necessariamente subtrair de alguém, ou seja, é o mesmo que somar igual para todos; entenderá também que somando os restos teremos mais um inteiro divisível, fazendo outros felizes.  
O resultado final também é uma soma, a soma da felicidade geral.  Poderíamos até chamar esta operação de soma distribuída. 
Com esta visão, com certeza a matemática daria mais resultados, talvez fosse dispensável aprender contas de dividir e os homens continuariam felizes a somar palitos, brinquedos, dinheiros, carros, casas e felicidade, porém não somente para si.  Quem sabe?

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Por Você Faria Tudo

Ah...se eu pudesse.
Se eu pudesse colher estrelas, todo dia eu levaria uma para você.
Se eu pudesse chegar ao sol, eu pegaria um raio de luz só para você.
Se eu pudesse encontrar o pote do arco iris, eu daria todas as cores para você.
Eu faria isso tudo só por você!
Se eu pudesse chamar todos os passarinhos, eu os faria cantar para você.
Se eu pudesse construiria uma montanha só sua, para que você descansasse mais perto do céu.
Se eu pudesse eu isolaria uma floresta onde só você pudesse entrar, ir ao seu próprio encontro e respirar a paz.
Eu faria isso tudo só por você!
Se eu pudesse eu lhe levaria todas as alegrias do Universo naqueles dias em que se sente triste.
Eu criaria um lugar especial feito só para você.
Um lugar onde você pudesse achar serenidade, estar só consigo e se refazer dos seus cansaços.
Se eu pudesse apagar os seus problemas eu usaria toda a minha força para faze-los desaparecer.
Eu faria isso tudo só por você!
Mas... não sei colher estrelas, não posso chegar ao sol nem sei aonde está o pote do arco iris.
Não sei chamar os passarinhos nem sou capaz de construir montanhas.
Não tenho licença para isolar uma floresta nem posso livrar você de todos os problemas.
Mas eu sei que posso dar-lhe o que de mais forte existe em mim :
esta vontade de ver você feliz e de estar sempre aí ...com você até o fim.

A verdadeira alegria do amor não é aquela do começo quando o mundo da gente parece ser feito de romance, de alegrias.
Quando o coração salta excitante só com um simples olhar ou um toque.
A verdadeira alegria do amor cresce enquanto os dois estão crescendo, aprendendo e mudando juntos a cada dia.
A verdadeira alegria do amor é descobrir como essa alegria fica maior e melhor a cada dia.
Agora eu sei, e quanto mais o tempo passa mais eu gosto de ver você comigo. Hoje mais do que ontem, amanhã mais do que hoje...

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A Folha De Papel

Quando mais jovem, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva e na menor provocação, explodia magoando meus amigos.
Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.
Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas depois de uma explosão de raiva, e me entregou uma folha de papel lisa dizendo:
- Amasse-a!
Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.
- Agora 
-voltou a dizer-me
- deixe-a como estava antes.
É obvio que não pude deixá-la como antes. 
Por mais que tentei, o papel ficou cheio de pregas. 
Então, disse-me o professor:
- O coração das pessoas é como esse papel...a impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados...
Assim aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente. 
Quando sinto vontade de estourar, lembro deste papel amassado.
A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar. Quando magoamos com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro, mas muitas vezes é tarde demais. Alguém disse, certa vez:
"Fale quando tuas palavras sejam tão suaves como o silêncio"

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina