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terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Vendedor De Balões

Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.
Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.
Havia ali perto um menino negro.
Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.
Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.
Todos foram subindo até sumirem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um.
Ficava imaginando mil coisas...
Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.
Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:
- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

Anthony de Mello.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Envelheço

Envelheço quando me fecho para as novas idéias e me torno radical...
Envelheço quando o novo me assusta e minha mente insiste no comodismo...
Envelheço quando meu pensamento abandona a casa e retorna sem nada...
Envelheço quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar...
Envelheço quando penso muito em mim mesmo e me esqueço dos outros...
Envelheço quando penso em ousar mas temo o preço da ousadia...
Envelheço quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta da minha alma...
Envelheço quando tenho chance de amar mas vence o medo de arriscar...
Envelheço quando paro de lutar...

Autor desconhecido

A Vida? o que é o que é?
Eu fico Com a pureza Da resposta das crianças
É a vida, é bonita E é bonita...
Viver! E não ter a vergonha De ser feliz
Cantar e cantar e cantar A beleza de ser Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus! Eu sei, eu sei Que a vida devia ser Bem melhor e será
Mas isso não impede Que eu repita É bonita, é bonita E é bonita...
E a vida!
E a vida o que é? Diga lá, meu irmão
Ela é a batida De um coração Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...
E a vida Ela é maravilha Ou é sofrimento?
Ela é alegria Ou lamento?
O que é? O que é? Meu irmão...
Há quem fale Que a vida da gente É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo Que nem dá um segundo...
Há quem fale Que é um divino Mistério profundo
É o sopro do criador Numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luxo e prazer Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer Pois amada não é E o verbo é sofrer...
Eu só sei que confio na moça E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada Por mais que esteja errada Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda E a cabeça agita
Eu fico com a pureza Da resposta das crianças
É a vida, é bonita E é bonita...

Gonzaguinha Composição: Gonzaguinha

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A Bomba D’água

Um homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede…
Quando, esgotado, chegou a uma construção velha, desmoronando, sem janelas e sem teto. Andou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol.
Olhando ao redor, viu uma velha bomba d’água, bem enferrujada.
Ele se arrastou até a bomba, agarrou a manivela e começou a bombear, bombear, bombear sem parar.
Nada aconteceu…
Desapontado, caiu prostrado, para trás.
Então notou que ao seu lado havia uma velha garrafa.
Limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia:
"Meu Amigo, você precisa primeiro preparar a bomba derramando nela toda a água desta garrafa."
"Depois faça o favor de encher a garrafa outra vez, antes de partir, para o próximo viajante."
O homem olhou bem e, de fato, lá estava a água.
A garrafa estava quase cheia de água!
De repente, ele se viu num dilema.
Se bebesse aquela água, poderia sobreviver.
Mas se despejasse toda aquela água na velha bomba enferrujada, e ela não funcionasse, morreria de sede.
Despejar a água na velha bomba e esperar vir a ter água fresca… Que fazer?
Ou beber a água da garrafa e desprezar a mensagem?
Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba.
Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear…
A bomba pôs-se a ranger e chiar, mas nada aconteceu! E a bomba foi rangendo e chiando. Então, surgiu um fiozinho de água, depois um pequeno fluxo e, finalmente, a água jorrou com abundância!
Para alívio do homem a bomba velha fez jorrar água fresca, cristalina.
Ele encheu a garrafa e bebeu dela ansiosamente. Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante.
Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante, acrescentando uma pequena nota:
"Creia-me, funciona. Você precisa dar toda a água antes de poder obtê-la de volta."
Moral da história: Quantas vezes temos medo de iniciar um novo projeto pois este demandará um enorme investimento de tempo, recursos, preparo e conhecimento. Quantos ficam parados, satisfazendo-se com pequenos resultados, quando poderiam conquistar significativas vitórias.
E você…??? O que falta para despejar esta garrafa de água que você guarda, e conseguir água fresca em abundância, de uma nova fonte ???.

Autor desconhecido