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terça-feira, 31 de março de 2009

A Diferença

Relata a Sra. Teresa, que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da 5ª série primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual. No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Ricardo.
A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.
Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações. Ela deixou a ficha de Ricardo por último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa.
Ficha do 1º ano: "Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele."
Ficha do 2º ano: "Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil."
Ficha do 3º ano: "A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajuda-lo."
Ficha do 4º ano: "Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula."
Deu-se conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada. Piorou quando lembrou dos lindos presentes de Natal que os alunos lhe haviam dado, com papéis coloridos, exceto o de Ricardo, que estava enrolado num papel de supermercado.
Lembrou que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.
Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Naquela ocasião Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. Relembra, ainda, que ele lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe.
Naquele dia, depois que todos se foram, a professora chorou por longo tempo... Em seguida, decidiu mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo.
Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe.
Seis anos depois, recebeu uma carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera.
As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo. Mas a história não terminou aqui.
Tempos depois recebeu o convite de casamento e a notificação do falecimento do pai de Ricardo. Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Ricardo anos antes, e também o perfume.
Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido: "Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença."
E com os olhos banhados em lágrimas sussurrou: "Engano seu! Depois que o conheci aprendi a lecionar e a ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando. Mais do que avaliar as provas e dar notas, o importante é ensinar com amor mostrando que sempre é possível fazer a diferença..."
(Autor Desconhecido)
E você...
Tem feito algo pelo próximo e respeitado seus limites?
Tem auxiliado em suas angústias e dificuldades?
Tem partilhado o peso de sua cruz?
Ou será que tem se limitado a julgar e criticar?
Colaboração: Júpiter Sérgio Marândola

segunda-feira, 30 de março de 2009

A Perereca

Havia uma perereca se preparando para comer uma mosca que voava por perto, quando uma perereca macho, que observava a cena, disse:
* Perereca, não coma já a mosca! Espera que a abelha a coma, depois você come a abelha e ficará muito mais bem alimentada.
A perereca assim fez e, efetivamente, passados alguns segundos, veio uma abelha e comeu a mosca. A perereca preparou-se, então, para comer a abelha, mas o macho a interrompeu novamente:
* Perereca, não coma a abelha, ela vai ficar presa na teia da aranha e a aranha vai comê-la, então você come a aranha e ficará mais bem alimentada.
A perereca de novo esperou. A abelha levantou vôo, caiu na teia da aranha, veio a aranha e a comeu. A perereca preparou-se para saltar sobre a aranha, mas de novo, o macho falou:
* Perereca, não sejas precipitada! Há de vir o pássaro que comerá a aranha, que comeu a abelha, que comeu a mosca. Então você poderá comer o pássaro e ficará, sem dúvida, mais bem alimentada.
A perereca, reconhecendo os bons conselhos do macho, aguardou. Logo após, chegou o pássaro que comeu a aranha.
Entretanto, começou a chover, e a perereca, ao atirar-se sobre o pássaro, para comer, escorregou e caiu numa poça d'água...
Esta é a história da "perereca" que por muitos foi deturpada e levada por outros pontos de vista, que certamente não são nem estão próximos do que Deus quer de nós, mas... estou dando significados mais propícios a ela. Servirá a muitos como uma verdadeira lição de vida...
É possível desta pequena história quatro significados, quatro lições de vida:
primeira: Contente-se com o que tens dando sempre graças a Deus, pois, se jamais olhou para os lados, faça isto e veja que muitos não têm nem mesmo o que você possui
segunda: Nunca deixe para amanhã o que se pode fazer hoje. Não deixe que a preguiça, ou maus conselhos te faça cair neste laço maligno que é a preguiça. "Por muita preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos a casa goteja". (Eclesiastes 10:18).
terceira: Quem muito quer nada tem. Na maioria das vezes nos arrependemos por não aceitar o que Deus nos dá, então, ficamos na esperança de algo que não é da Sua vontade. Deus somente dá aos "seus filhos" o que Ele achar conveniente, o que Ele certamente sabe que não nos prejudicará. "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco". (I Tessalonicenses 5:18).
quarta: Jamais dê ouvido a conselhos dos outros se não te parecer bom, peça auxílio a Deus e siga os passos de Jesus. A única maneira de ouvir um conselho, é saber se está de acordo com a Bíblia. "Examinai tudo. Retende o bem". (I Tessalonicenses 5:21).
Preparado por Daniel Borges

sexta-feira, 27 de março de 2009

Cicatrizes

Há alguns anos, em um dia quente de verão, um pequeno menino decidiu ir nadar no lago que havia atrás de sua casa.
Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo e deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa.
Voou para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água.
Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro.
Com medo absoluto, correu para o lago, gritando para seu filho o mais alto quanto conseguia.
Ouvindo sua voz, o pequeno se alarmou, deu um giro e começou a nadar de volta ao encontro de sua mãe.
Mas era tarde.
Assim que a alcançou, o jacaré também o alcançou.
A mãe agarrou seu menino pelos braços enquanto o jacaré agarrou seus pés.
Começou um cabo-de-guerra incrível, entre os dois.
O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixá-lo ir.
Um fazendeiro que passava por perto, ouviu os gritos, pegou uma arma e disparou no jacaré.
De forma impressionante, após semanas e semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu.
Seus pés extremamente machucados pelo ataque do animal, e, em seus braços, os riscos profundos onde as unhas de sua mãe estiveram cravadas no esforço sobre o filho que ela amava.
Um repórter de jornal que entrevistou o menino após o trauma, perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes.
O menino levantou seus pés.
E então, com óbvio orgulho, disse ao repórter:
“Mas olhe em meus braços”.
“Eu tenho grandes cicatrizes em meus braços também”.
“Eu as tenho porque minha mãe não deixou eu ir”.
Você e eu podemos nos identificar com esse pequeno menino.
Nós também temos muitas cicatrizes.
Não a de um jacaré, ou qualquer coisa assim tão dramática.
Mas as cicatrizes de um passado doloroso.
Algumas daquelas cicatrizes são feias e causam-nos profunda dor.
Mas, algumas feridas, meu amigo, são porque DEUS se recusou a nos deixar ir.
E enquanto você se esforçava, Ele estava lhe segurando.
Se hoje o momento é difícil, talvez o que está te causando dor seja Deus cravando-lhe suas unhas para não te deixar ir.
Lembre-se do jacaré e muito mais daquele que mesmo em meio a tantas lutas nunca vai te abandonar.
Deus certamente vai fazer o que for necessário para não te perder, ainda que para isso seja preciso deixar-lhe cicatrizes...
Se esta mensagem tocou seu coração, não seja egoísta e divida com outros, pois edificou muito a minha vida e acredito que edificará outras também.
LEMBRE-SE SEMPRE QUE VOCÊ É ESPECIAL PARA DEUS.
Adaptação do texto para PowerPoint (Luciano)