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quinta-feira, 5 de março de 2009

A Importância Do Perdão

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa.
Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.
Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele.
Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão.
Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado.
Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele.
Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço.
Depois eu volto para ver como ficou.
O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo.
Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:
- Filho como está se sentindo agora ?
- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo.
Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos.
O pai, então lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você.
O mau que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos...
Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras; Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações;
Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos; Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter; Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.
(Desconheço o Autor)

terça-feira, 3 de março de 2009

Rastros De Minha Vida

Eu era um jovem feliz, não tinha vícios, vivia muito bem com minha família. No meu bairro era exemplo, sempre ajudando a comunidade.
Meu maior sonho era de um dia me casar, ter filhos e construir minha família.
Um dia conheci “Alice”, uma linda jovem com quem namorei por oito anos e me casei. Apesar de alguns problemas financeiros, éramos muito felizes. Para minha felicidade aumentar ainda mais, faltava nosso filho. Foram três longos anos fazendo tratamentos, pois nós tínhamos dificuldades em ter filhos. Finalmente minha esposa ficou grávida, quando recebi a notícia, meu coração parecia explodir de tanta alegria.
Depois de nove meses, nasceu “Everton” um lindo menino. No primeiro ano, tudo era alegria!. Quando chegava do trabalho dedicava todo meu tempo para minha família. Porem ao passar dos dias comecei a sair com alguns amigos. No início, saíamos para beber umas e outras e logo voltava para casa. Com o passar do tempo comecei a sair mais vezes, voltar mais tarde e na maioria das vezes bêbado, já não tinha mais tempo para minha família. As brigas eram constantes, caí no mundo das drogas, mulheres, tudo parecia uma fantasia, tudo para mim era bom. Um dia, saindo de casa, meu filho de um ano e dez meses, me abraçou com muita força e disse: Papai fica papai! Brinca comigo. Mais eu não dei atenção para meu filho, que ficou chorando, e sai para a “noitada”. Mais tarde meu filho caiu de um brinquedo e sofreu um grande corte na perna.
Minha esposa me ligou, quando vi que era ela não atendi. Não havia carro próximo de onde morávamos e ela demorou em levar nosso filho ao médico. Quando chegou lá, era tarde demais. A voltar para casa, caí direto na cama, nem senti falta deles. Mais tarde alguém veio me chamar: “Everaldo”, teu filho sofreu um acidente com um brinquedo, e devido à demora para levá-lo ao hospital, ele sofreu uma hemorragia e morreu.
Naquele momento, minha vida acabou. O mundo caiu sobre minha cabeça, de tanta culpa, não tive nem coragem de ver meu filho pela ultima vez. Só lembro que tomei veneno, e quando acordei, estava em um leito de hospital. Fiquei lá por um ano e dez meses, exatamente a idade que meu filho tinha. Perdi meu filho, minha esposa e minha vida.
Já passaram dez anos e eu nunca mais voltei a sorrir. Essa dor que aperta meu coração me acompanha onde quer que eu vá.

OBS.: Essa é uma historia real. Peço, pelo amor de Deus, não cometam o erro que cometi. Tentei suicídio e não consegui.
Agora penso em vencer, para contar ao mundo esta triste experiência que me atormenta até os dias de hoje. Quero que todos que lerem esta mensagem, pensem muito bem antes de deixarem suas famílias e saírem em busca de aventuras e prazeres passageiros...

Enviada por Divalter

segunda-feira, 2 de março de 2009

Uma Lição De Vida

No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda.
Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro.
Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim. Um sorriso lindo que iluminava todo o seu ser.
Ela disse:
"Ei, bonitão.
Meu nome é Rosa.
Eu tenho oitenta e sete anos de idade.
Eu ri, e respondi entusiasticamente:
"É claro que pode!", e ela me deu um gigantesco apertão.
Não resisti e perguntei-lhe: "Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade?", e ela respondeu brincalhona:
"Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar."
"Está brincando", eu disse. Eu estava curioso em saber o que a havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse:
"Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!"
Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um
milkshake de chocolate. Nos tornamos amigos instantaneamente.
Todos os dias nos próximos três meses nós teríamos aula juntos e falaríamos sem parar. Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela "máquina do tempo" compartilhar sua experiência e sabedoria comigo.
No decurso de um ano, Rose tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse.
Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Ela estava curtindo a vida!
No fim do semestre nós convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol. Jamais esquecerei o que ela nos ensinou.
Ela foi apresentada e se aproximou do podium. Quando ela começou a ler a sua fala, já preparada, deixou cair três, das cinco folhas no chão.
Frustrada e um pouco embaraçada, ela pegou o microfone e disse simplesmente:
"Desculpem-me, eu estou tão nervosa!
Eu não conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então deixem-me apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei."
Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou:
"Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos de jogar.
Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguir o sucesso.
Primeiro, você precisa rir e encontrar humor em cada dia.
Segundo, você precisa ter um sonho.
Quando você perde seus sonhos, você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam!
Terceiro, há uma enorme diferença entre envelhecer e crescer.
Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos.
Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos.
Qualquer um, mais cedo ou mais tarde ficará mais velho.
Isso não exige talento nem habilidade, é uma conseqüência natural da vida.
A idéia é crescer através das oportunidades.
E por último, não tenha remorsos.
Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer.
As lágrimas mais amargas diante de um túmulo, são mais por palavra não ditas do que por palavras ditas, portanto, não tenha medo de viver.
Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente "A Rosa".
Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária.
No fim do ano Rose terminou o último ano da faculdade que começara há tantos anos atrás.
Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente em seu sono.
Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser, se realmente desejar.
"Ficar velho é obrigatório, crescer é opcional".