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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O Muro Preto E A Crise

"Dois homens numa enfermaria de hospital. Um deles, próximo à janela, tinha autorização para, todas as tardes, ficar olhando janela a fora. O outro, impossibilitado de mover-se, não saía da cama. O que olhava pela janela descrevia para o seu companheiro de quarto o que via lá fora
- um lago, muitas árvores, crianças brincando...
O companheiro imobilizado ficava imaginando as cenas descritas pelo seu amigo e sentia-se motivado a deixar a cama e ficar curado logo. Ao mesmo tempo, porém, sentia-se frustado por não poder ver todas aquelas coisas. Queria fazer qualquer coisa para poder ver o que havia lá fora. Passando um tempo o seu companheiro de quarto teve um enfarte e veio a falecer. Ele aproveitou a ausência do seu amigo e pediu para ficar próximo à janela, e num esforço incrível levantou-se para olhar lá fora e viu....apenas um muro preto!" ....
Pensando nessa história, vejo que muitas vezes, um empresário, diretor, chefe, supervisor ou mesmo um pai, uma mãe, um professor tem que fazer o mesmo com seu pessoal, com seus filhos, com seus alunos jovens. Embora enxergando a "crise" ou um "muro preto" à sua frente, não pode deixar de passar uma "visão" diferente, estimulando as pessoas a quererem "sair da cama" e olhar o "mercado" e tentar ver um mundo diferente. Não se trata de "mentir" ou "enganar" as pessoas, trata-se de tentar mostrar que "além do muro preto" de fato existem outras realidades, outras oportunidades que são igualmente verdadeiras e que o "muro preto" é que nos está impedindo de enxergar.
Nesta semana, pense nisso. Será que não ficamos olhando para a "crise" o tempo todo e descrevendo um "muro preto" aos nossos companheiros? Será que não salutar e oportuno apresentarmos uma "visão" do que poderá e pode, de fato, existir além do muro?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A Jóia Perdida

Atravessando o deserto, um viajante viu um árabe montado ao pé de uma palmeira. A pouca distância repousavam os seus cavalos, pesadamente carregados com valiosos objetos.
Aproximou-se dele e disse:
-Pareceis muito preocupado.Posso ajudar-vos em alguma coisa?
- Ah! - respondeu o árabe com tristeza - estou muito aflito, porque acabo de perder a mais preciosa de todas as jóias.
- Que jóia era essa? -perguntou o viajante.
- Era uma jóia como jamais haverá outra - respondeu o seu interlocutor.
Estava talhada num pedaço de pedra da vida e tinha sido feita na oficina do tempo.
Adornavam-na vinte e quatro brilhantes, em volta dos quais agrupavam-se sessenta menores.
Já vereis que tenho razão em dizer que jóia igual jamais poderá reproduzir-se.
- Por minha fé - disse o viajante - a vossa jóia devia ser preciosa. Mas não será possível que, com muito dinheiro, se possa fazer outra igual?
Voltando a ficar pensativo, o árabe respondeu:
- A jóia perdida era um dia, e um dia que se perde jamais se torna a encontrar.


Autor desconhecido

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Cheio De Vida

Senhor, Se um dia eu estiver " cheio da vida" , com vontade de sumir, de morrer, insatisfeito comigo e com o mundo em torno de mim... - Pergunta-me, apenas, se eu quero trocar a luz pelas trevas...
- Pergunta-me se eu quero trocar a fartura da mesa posta, pelos restos que tantos vem buscar no lixo...
- Pergunta-me se eu quero trocar meus pés por uma cadeira de rodas...
- Pergunta-me se eu quero trocar minha voz pelos gestos...
- Pergunta-me se eu quero trocar o mundo maravilhoso dos sons pelo silêncio dos que nada ouvem...
- Pergunta-me, se eu quero trocar o jornal que leio e depois jogo no lixo, pela miséria dos que vão buscá-lo para fazer dele seu cobertor... - Pergunta-me, se eu quero trocar minha saúde, pelas doenças incuráveis de tanta gente...
- Pergunta-me também, até quando não reconhecerei as Tuas bênçãos, a fim de fazer de minha vida um hino de louvor e gratidão e dizer, todos os dias, do fundo de mim:
- Obrigado, Senhor!